LOCK DOWN COVID-19

A APRENDIZAGEM NÃO PODE PARAR

UM PLANO SIMPLES PARA GARANTIR AS ATIVIDADES DIDÁTICAS E VALIDAR OS DIAS LETIVOS DURANTE O LOCK DOWN DA PANDEMIA DO COVID-19



Caro professor,

Este definitivamente não é um texto de dicas superficiais. É uma reflexão necessária para o momento!

Estamos passando por um momento histórico, um momento de incertezas!

Suas decisões como professor - e principalmente como gestor - definirão como você, sua escola ou IES vão atravessar esta crise, e sua imagem frente aos alunos e/ou pais.

E não estou exagerando.

INCERTEZA. Esta é a palavra que impera neste momento.

O Futuro é Incerto!

Frente a essa incerteza. Economistas, médicos, pensadores, políticos, gestores criam cenários de um futuro possível.

Os cenários são imagens alternativas e possíveis de futuro que ajudam líderes e gestores a tomar decisões.

Cenários são ferramentas poderosas para melhorar o processo de planejamento estratégico de uma organização, ao explorar um conjunto de situações "e se isso acontecer...".

Como a pandemia do vírus SARS-CoV2 que causa a doença COVID-19 ainda é muito nova, autoridades sanitárias de todo o mundo estão alertas sobre a etiopatogenia da doença.

Epidemiologistas estão debruçados em dados para compreender a virulência e disseminação em diferentes populações.

Economistas estão estressando suas planilhas e estatísticas para tentar projetar cenários econômicos, e seus impactos em empregos, mercados e ativos.

Todos estão aprendendo enquanto a pandemia está em curso.


A única certeza, por enquanto é a incerteza...


Políticos, cientistas, médicos e economistas discutem freneticamente sobre o que é melhor para frear a disseminação da doença sem que ocorra a bancarrota da econômica.


Lock Down Horizontal ou Lock Down Vertical


Um pouco mais previsíveis são as consequências econômicas e sociais dos dois cenários. Mas incerto é o comportamento do vírus e da doença.


Direito de Imagem: https://www.sinobiological.com/research/virus/coronavirus-replication Acessado 18 de março de 2020.

Muito incerto é a biologia do vírus.

Coronavirus é um vírus simples de RNA+, um dos tipos virais que mais sofrem mutações durante sua replicação e multiplicação no interior das células do hospedeiro.

Isso tanto é verdade que geneticamente o SARS-CoV2 tem 96% de semelhança a um Coronavirus que só infecta morcegos na China.

Uma pequena mutação mudou a virulência desse vírus e agora ele consegue infectar células humanas.

Com uma transmissão logarítmica, e bilhões ou trilhões de partículas virais sendo montadas pela maquinaria genética das células humanas, a probabilidade de uma nova mutação é uma possibilidade real.

Quais seriam as consequências de uma nova mutação?

De novo, impossível de prever o futuro.

Mas considerando cenários possíveis, imagine se o SARS-CoV2 com capacidade de infectar células humanas, e com a virulência de transmissão na velocidade logarítimica que esse vírus já tem, sofra uma nova mutação e aumente sua virulência, aumente sua letalidade...

Lembra dos cenários? "e se isso acontecer..."

Um Coronavirus altamente transmissível e com alta taxa de letalidade traria consequências inimagináveis.

Nem mesmo um diretor de filmes de ficção poderia descrever. Um vírus como Coronavirus, com a capacidade de transmissão que ele já tem, um aumento de virulência seria um desastre para a raça humana...

Sim. É uma possibilidade, e portanto um cenário possível de futuro.


Agora voltamos a educação...

Entre professores e gestores existem duas categorias de crenças que determinam suas decisões, práticas e estratégias.


Uma crença que a internet é ilimitada.

Outra crença é que a internet é limitada.



Infelizmente vejo anúncios, que beiram a autopromoção e marketing, de escolas e IES anunciando aos pais e alunos que eles não serão prejudicados porque a escola tem utilizado a tecnologia x ou y para ministrar aulas online e ao vivo.

Ok! Talvez essa estratégia até faça sentido para alguns em alguns momentos, mas não para todos a todo momento.

Por uma razão muito simples... nossa infraestrutura de transmissão de dados é limitada. Muito grande é verdade, mas limitada.

E isso é um grande problema!

Respire fundo, e olhe ao seu redor.

É muito provável que você mesmo, alguém da sua família ou conhecidos tem utilizado parte do tempo do isolamento social recomendado pela Organização Mundial da Saúde - OMS, para ficar em casa consumindo Maratonas de Séries no Netflix, que são tecnicamente streaming de video em alta qualidade que consome muita banda de internet.

Provavelmente seus filhos ou tantas outras crianças e adolescente, nunca jogaram tantas horas seguidas de Videogames Multiplayer de altíssima qualidade, e ao vivo, de forma sincrona, que também consomem muitos dados de internet.

Também um exército de trabalhadores e empregados que agora em Home Office forçado ficam praticamente o dia todo conectado a internet, com Video-Chamadas, Webinars ao Vivo, Lives, e advinha, consumindo picos de internet.

E ainda um contingente inteiro, em escala mundial, de estudantes e trabalhadores que em casa, utilizam de forma praticamente constante WhatsApp, Instagram e outras Redes Sociais.

É fácil provar essa tese. Basta você mesmo ver quantas mensagens repetidas você recebe por hora nos grupos que faz parte...

Frente a essa evidência, a crença que internet é ilimitada, mesmo que você individualmente ou como empresa, pague por isso, é falsa.


E aqui eu faço um Alerta e um Apelo.

O alerta é para ter cuidado!

Cuidado para não apostar muito alto, numa estratégia de ensino digital síncrono, ou seja, videochamadas ao vivo entre professores e a turma, webinar ao vivo, lives, etc.

Porque a tese de que a internet é limitada, ou venha a ser limitada, impacta diretamente e negativamente na sua estratégia e pode prejudicar muito a imagem da sua escola ou IES, o trabalho dos seus professores, mas principalmente a experiência de aprendizagem dos seus alunos.

O Apelo é para conscientizar seus professores, pais e alunos!


Aulas online, não têm, ou não deveriam ter a mesma lógica das aulas presenciais.


Uma aula presencial de 50 minutos, não deveria ser uma video aula de 50 minutos, muito menos uma Live de 50 minutos.

Uma atividade didática de 50 minutos, deveria ser muito mais completa e rica que 50 minutos de transmissão de conteúdo.

Uma atividade didática de 50 minutos, deveria ser focada na aprendizagem dos alunos, e não somente no ensino pelo professor.


Defendo a idéia que ensino nem sempre significa aprendizagem.


No meu ponto de vista - e você tem todo o direito de não concordar com ele - é que uma atividade didática deveria ter um momento de acolhimento dos alunos, um momento de nivelamento e transmissão da informação, um momento para o aluno praticar e se testar, e ainda se possível discutir com seus pares. E essa atividade didática deveria ser fechada, fornecendo feedback imediato ao alunos. E ainda, registrar tudo isso.

Para isso, e frente a um cenário de incerteza que estamos vivendo, e frente a todos os desafios da educação, faço uma sugestão, quase um apelo aos professores e gestores.

Lógico que é você quem decide se vai fazer sentido para você ou não. A decisão é sua...


Eu sugiro que professores apostem em atividades assíncronas.

Atividades Assíncronas são aquelas que não acontecem simultaneamente. São atividades desconectadas do momento real, atual ou presente. São links, videos gravados, documentos, apresentações, que os alunos podem abrir e consumir a qualquer momento.

Sugerimos Atividade Assíncronas por diversas razões:

1 - Achata os picos de consumo de dados durante o período escolar, sobretudo entre 8h e 12h na educação básica, e 19h e 22h no ensino superior.

2 - Num cenário de Lock Down, pais estão possivelmente trabalhando em casa, e ao mesmo tempo cuidando dos filhos. Numa atividade síncrona, como video-chamada entre professores e alunos, as famílias vão ter mais equipamentos conectados simultaneamente na internet, isso divide a banda de internet da família, e no caso de filhos pequenos requer 100% da atenção e do tempo de um dos pais para acompanhar a atividade proposta pela escola.

3- Já no mesmo cenário de Lock Down, mas com atividades assíncronas, a família terá flexibilidade para decidir o melhor momento para cada um usar os devices conectados a internet, otimizando assim a banda da rede, além de distribuir da forma mais adequada o tempo destinado ao trabalho e ao estudo.

4 - Atividades assíncronas conseguem atingir mais pessoas, justamente por ficar disponível por um intervalo maior de tempo.

Resumindo, atividades assíncronas permitem uma melhor gestão de tempo e recurso. É mais inclusiva e menos arriscada, portanto bastante adequada para ser utilizada como protagonista das atividades didáticas em tempo de Lock Down, mas também a qualquer momento.



A APRENDIZAGEM NÃO PODE PARAR

ENSINO REMOTO EMERGENCIAL

SUGESTÃO DE UM PLANO SIMPLES PARA GARANTIR AS ATIVIDADES DIDÁTICAS E VALIDAR OS DIAS LETIVOS DURANTE O LOCK DOWN DA PANDEMIA DO COVID-19

Este plano é baseado na minha experiência com formação de professores em tecnologias educacionais, nas minhas pesquisas e estudos sobre aprendizagem humana e neurociências da aprendizagem. O Plano tem a pretenção de ser o mais simples e efetivo possível no âmbito didático, administrativo e legal. Escolhemos tecnologias e ferramentas amplamente disponíveis e gratuitas para ser o mais inclusivo possível e eliminar o máximo de barreiras.

No entanto é uma sugestão. E como já disse antes... a decisão de adota-lo ou não, de forma integral ou parcial e totalmente sua. Você, seja professor ou gestor, tem livre arbítrio para tomar decisões.

PS. Não há garantia que os Conselhos Estaduais de Educação - CEE - aprovem pareceres de autorização de equivalência de atividades realizadas à distância para respeitar os 200 dias letivos da Lei de Diretrizes e Bases do Brasil, LDB.


Elaborado por Paulo Tomazinho - Doutor em Educação
http://paulotomazinho.com.br
28 de Março de 2020



Minha sugestão é:

Criar uma Estratégia Didática Assíncrona.

Para um Ensino Remoto Emergencial

  1. Usar um canal de comunicação único entre escola e alunos (e/ou responsáveis)

  2. Utilizar videos gravados (e não ao vivo) para transmitir o conteúdo de aula.

  3. Utilizar Google Formulário como Plataforma Didática


Copyright © 2020 - http://paulotomazinho.com.br

Veja os detalhes do Plano que chamei de "A APRENDIZAGEM NÃO PODE PARAR". ou "ESTRATÉGIA DE ENSINO REMOTO EMERGENCIAL"

Vamos lá...


  1. Usar um canal de comunicação único entre escola e alunos (ou responsáveis)


Muitas escolas tem utilizado diversas plataformas para comunicação com os pais. E-mails, mensagens de texto, aplicativos próprios, plataformas de gestão de aprendizagem - LMS, ambientes virtuais de aprendizagem - AVAs, e também diversas redes sociais.

A lógica que impera é... utilizando várias, alguma deve atingir os alunos, pais ou responsáveis.

Mas em cenário de crise, onde a atenção das pessoas está dividida com tantos outros acontecimentos no mundo, essa estratégia , ao meu ver - lembre-se que você sempre poderá discordar, e está tudo bem quanto a isso - não é a mais adequada.


Concentrar todas as comunicações num único canal de comunicação, simples, acessível e confiável é a melhor prática a ser feita nestes casos.


Minha sugestão é utilizar o WhatsApp.

Calma. Antes de criticar, permita que ao menos eu desenvolva meus argumentos...


Razões para usar WhatsApp como Único Canal de Comunicação entre Escolas/IES e Alunos/Responsáveis.

1 - É o aplicativo de mensagem mais popular do Brasil, com mais de 120 milhões de usuários. Significa que todos tem e sabem usar.

2 - É confiável quanto a infraestrutura, estabilidade e disponibilidade. Em outras palavras não cai.

3 - Pode ser utilizado como Grupos e Listas de Transmissão para até 256 pessoas, incluindo administradores. Cabe a turma, pais e todos professores da turma.

4 - Mensagens com envios imediatos e retorno centralizado das informações. Rápido, Fácil e Efetivo.

5 - É de graça. Não precisa queimar caixa.


A seguir sugerimos algumas Boas Práticas para usar WhatsApp como Único Canal de Comunicação entre Escolas/IES e Alunos/Responsáveis.

1 - Crie uma rotina de comunicação. Seja diária, algumas vezes na semana, ou semanal. Envie as mensagens sempre na mesma hora. Isso facilita a gestão da informação pelos alunos ou responsáveis.

2 - Crie um grupo para cada turma e coloque todos os professores desta turma como administradores desse grupo. Evite o erro de cada professor criar seu grupo. Isso prejudica o aluno devido a pulverização da informação. Um grupo único por turma, garante um fluxo de comunicação constante e diário, mantendo o grupo no foco de atenção dos alunos.

3 - Evite mandar vídeos de conteúdo de aula, ou arquivos ou textos de atividade direto no WhatsApp. Coloque tudo num Google formulário (continue lendo para entender porquê?)

4 - A cada aula, crie e publique um Google Formulário e envie o link pelo WhatsApp. O Formulário deve conter o tema e título da aula, identificação do aluno, o conteúdo propriamente dito (vídeo, textos, links de arquivos ou páginas na internet), e um questionário para evidenciar a atividade dos alunos. (Vou detalhar tudo isso mais pra frente.)

5 - Evite discussões não relacionados a área pedagógica neste grupo. Direcione para um outro grupo as dúvidas não pedagógicas, como pagamentos, volta as aulas, questões administrativas e legais.

6 - Mantenha o foco pedagógico. Obviamente, não utilize esse grupo para compartilhar visões políticas, econômicas, e mercadológicas.


  1. Utilizar videos gravados (e não ao vivo) para transmitir o conteúdo das aulas.

Utilize o Youtube como plataforma de distribuição de conteúdo em vídeo. O professor pode utilizar seu próprio celular com o aplicativo do Youtube para gravar e publicar vídeos próprios e video aulas de forma "Não listada" no seu canal.

O Youtube é a maior plataforma de vídeo do mundo, pertence a Google e por isso mesmo garante a estabilidade e funcionamento do serviço. Publicar e consumir videos no Youtube de forma síncrona é uma forma fácil, útil e segura de disponibilizar conteúdo educacional aos alunos durante o período de Lock Down.

Recomendações para gravar vídeos.

1 - Utilize uma conta G Suite for Education (se sua escola tem convênio com a Google for Education), ou o seu próprio Gmail, ou ainda crie um novo Gmail só para isso.

2 - Publique seus vídeos como "Não listados" caso não queira que seus vídeos fiquem públicos e encontráveis na pesquisa do Youtube. Videos publicados como "Não Listados" somente são visualizados por quem tem acesso ao link.

3 - Crie vídeos curtos. Elimine todo o conteúdo trivial e complementar da sua aula, e foque no essencial. O mínimo que seus alunos deveriam saber sobre o conteúdo da aula. As outras informações trabalhe em forma de leitura ou outras atividades.

4 - Você pode usar seu celular para gravar sua mão escrevendo ou resolvendo equações matemáticas sobre uma folha de sulfite como se fosse um quadro branco, ou ainda gravar a tela do seu computador, como slides ou demonstrações de softwares. No entanto utilizar um software específico é melhor, sugiro o Screencastify (Utilize o código CAST_COVID para liberar funcionalidades premium de graça).



  1. Utilizar Google Formulário como Plataforma Didática

Esta é a sessão mais importante desse documento. Leia com atenção para você entender o porquê.

Razões para usar o Google Formulário como Plataforma de Aprendizagem durante o Lock Down

1 - Tudo num só Link - Um formulário para cada Aula.

O Google Formulário é uma ferramenta gratuita que compõe o pacote de soluções educacionais da G Suite, ou seja, está disponível em qualquer conta Gmail. Basta logar no seu Gmail e depois digitar na aba do navegador forms.google.com. No Google Forms é possível criar questionários com diversos tipos de perguntas, mas também, é possível incluir vídeos, texto e links.


Minha sugestão é criar um Google Formulário para cada aula.

  • No título informe a data e o tema da aula.

  • A primeira sessão do formulário use para identificar os alunos.

  • Na sessão seguinte, explique os objetivos da aula e dê outras instruções sobre os conteúdos e atividades contida neste formulário.

  • Na terceira sessão, inclua o conteúdo.

  • Na próxima sessão, crie o questionário propiamente dito.


2 - Identificação do Aluno

Uma vez que foi criado um formulário para cada aula. Você deve criar uma pergunta para o aluno preencher seu nome (Qual seu nome? - resposta curta), esse dado será armazenado num Dashboard o Google Forms e também incluído numa Google Planilha automaticamente, acompanhado de um carimbo de data e hora do servidor, imediatamente após o aluno clicar em "Enviar formulário".

PS- Opcionalmente o Google Formulário pode recolher automaticamente o email do aluno, mas ele precisa fazer Login para acessar o conteúdo do formulário.


3 - Entrega Conteúdo

O Google Formulário permite adicionar conteúdo rico diretamente no corpo do Formulário, pode ser vídeos embedados do Youtube, produzido por você ou curado a partir de vídeos de terceiros publicados no Youtube, ou ainda textos, ou links externos.


4 - Cria e Entrega Atividades

O Google Formulário foi desenvolvido para criar formulários. Para fins de atividades didáticas, sugerimos um mix de 5 a 10 questões de múltipla escolha (para que seja auto-corrigidas, veja mais a frente), e a menos uma questão discursiva ("Parágrafo") onde o aluno terá que fazer um resumo da aula, ou emitir um opinião sobre o conteúdo.


5 - Auto-correção

Para habilitar a auto-correção. No painel do Google Formulário, no canto superior direito clique no ícone de uma engrenagem "Configurações", um pop-up vai abri na tela e você deve clicar em "Teste", depois em "Habilitar Testes" e na sequência, no canto inferior do pop-up, clique em "Salvar". Clicar em "Salvar" é muito importante porque você esta alterando as configurações de funcionamento do Google Forms.

Uma vez o modo Teste habilitado e salvo. Você será redirecionado ao formulário que acabou de criar. Clique sobre a primeira questão de múltipla escolha que você criou. Localize no canto inferior direito "Chave de Resposta" e clique sobre esse link. Agora marque no canto superior direito da questão qual o valor (nota) quer atribuir a essa questão, e clique para marcar a alternativa correta (gabarito), clique em "Salvar" e repita esses passos: Chave de Resposta, Valor, Gabarito e "Salvar" em todas as outras questões.

Pronto! Seu questionário está criado e configurado a auto-correção das questões de múltipla-escolha.


6 - Feedback Imediato

Uma vez que você configurou corretamente a auto-correção do seu Google Formulário. Agora, após o aluno entrar no Formulário, se identificar na primeira sessão, ver as orientações, assistir os vídeos, explorar o conteúdo da aula, responder o questionário da atividade, e clicar em "Enviar formulário", uma nova página será carregada para o aluno com o Feedback imediato, mostrando as questões que ele acertou (em verde) e as que errou (em vermelho), e neste caso, também, qual seria a alternativa correta.

PS. Recentes estudos da Neurociências da Aprendizagem tem apontado o Feedback imediato como um poderoso recurso que promove um ganho de aprendizagem altamente significativo. Por isso, recomendo muito o uso de Feedback imediato em todas as atividades no Google Formulário, quando possível e se aplicável.


7 - Registra Tudo

Aqui está a principal razão de porquê sugiro o Google Formulário para centralizar e enviar atividades didáticas no período de Lock Down provocado pela Pandemia de COVID-19.

Imediatamente após o aluno clicar em "Enviar formulário", o sistema registra a data e horário do servidor em um campo chamado "Carimbo de Data e Hora" numa planilha associada a este formulário. Ou seja, nesta planilha - assim como um banco de dados - fica tudo registrado.

Registra de forma automática o Carimbo de Data e Hora, a Pontuação de acertos e erros das questões de múltipla-escolha, o nome do aluno (lembre-se que você criou um espaço para a identificação do aluno na primeira sessão do questionário), e as resposta para cada questão do questionário de atividades.


8 - Fácil, Rápido e Gratuito

E ainda o Google Formulário é uma tecnologia muito robusta, responsiva, ou seja, abre em computadores, tablets, e em todos os smartphones. Basta uma conexão com internet e um navegador.

É rápido de aprender e muito fácil de usar. Existem milhares de tutoriais gratuitos no Youtube ensinando desde o básico até recursos avançados do Google Formulário.

E é gratuito. Neste momento de crise e incerteza um dos recursos mais preciosos que uma empresa, uma escola ou IES tem a cuidar é do caixa. Não é necessário nenhum investimento para usar Google Formulário de forma ilimitada.

Qual a importância disso?

Pela Lei de Diretrizes e Bases Brasileira é preciso ter 200 dias letivos em cada ano letivo.

Com a paralização devido a pandemia de COVID-19 muitas escolas estão criando atividades didáticas a distância.

Acontece que todas escolas de educação básicas, com raras excessões, em ensino médio, técnico e ensino superior NÃO TEM AUTORIZAÇÃO para operar em EaD. Essa autorização é feita pelo Conselho Estadual de Educação, CEE.

Frente situação de Calamidade Pública causada pela pandemia que estamos vivendo, os CEEs estão discutindo a possibilidade de emitir essa autorização retroativa às escolas e IES, com a finalidade de criar equivalência entre as atividades didáticas em EaD com dias letivos presenciais.

Mas para isso, o texto base que os CEEs estão discutindo, fala de Registro e Ato Escolar. E exigem que o registro dos atos escolares contenham minimamente o tema da aula (de acordo com o plano de ensino), a identificação do aluno, o conteúdo da aula (também de acordo com o plano de ensino) e evidências e relatório do cumprimento das atividades propostas.

Frente a isso...e preocupado com operacionalização para atender a essas possíveis exigências dos CEEs para as escolas e IES requererem as equivalências das atividades didáticas realizada a distância neste período de isolamento, é que elaborei esse Plano Emergencial, que chamo de A APRENDIZAGEM NÃO PODE PARAR para, como sugestão, orientar as escolas e IES para que facilite seus processos internos futuros (pedagógicos, administrativos e legais) para cumprir as possíveis exigências da portaria a ser publicada pelo Conselho Estadual de Educação de cada estado.



CONCLUSÃO:


RECOMENDO UTILIZAR GOOGLE FORMULÁRIO PARA CRIAR, DISTRIBUIR E REGISTRAR AS ATIVIDADES DIDÁTICAS, ESPECIALMENTE AS ATIVIDADES A DISTÂNCIA DURANTE O PERÍODO DE ISOLAMENTO SOCIAL PROMOVIDO PELA PANDEMIA DE COVID-19.




Neste momento você pode estar se perguntando.

Ok. Mas eu já utilizo um LMS ou AVA para fazer a gestão acadêmica e pedagógica dos meus alunos?

Minha sugestão é. Converse com seu time pedagógico, seu time de TI e de preferência com seu jurídico e/ou procuradoria institucional. Se todos estão seguros sobre a facilidade e precisão de extrair os dados e gerar relatórios, ok. Continue como esta.

Uso G Suite for Education e Google Sala de Aula, devo me preocupar?

Sim e não. Sim porquê a pesar de ser uma ferramenta excelente, fácil de usar e muito completa, extrair dados do Google Sala de Aula não é uma atividade nativa, a pensar de possível, seu time de TI deve ser muito fluente em APIs do Google para conseguir isso, para então transformar os dados em relatórios. E Não. Porquê você já tem tudo da mão, siga essa minha sugestão que não terá erro, ou seja, oriente seus professores a criar um Google Forms para cada aula e publicar o link desse Forms no Google Sala de Aula da turma.

Minha escola ou IES orientou a usar o Google Meet (ou qualquer outra plataforma de video síncrono), o que devo fazer?

Antes de tudo compartilhe esse documento com seu gestor. A decisão é sempre dele. Mas veja, muitas escolas e IES tem optado por isso. Cria a sala no Google Meet, o professor dá aula, os alunos assistem a aula e gravam tudo. Acreditando que se está gravado esta registrado. Mas quando tiver - se tiver - que fazer o relatório com identificação dos alunos, conteúdo ministrado, e evidências da realização da atividade, você possivelmente terá que assistir todos os vídeos para fazer esse relatório. De verdade, não queria estar na sua pele.

Como crio um relatório de aula com o Google Formulário?

Você entrará na conta do Google Drive com o email que criou o formulário. Pesquise por Formulário, abra seu formulário, clique em "Respostas", aparecerá um Dashboard resumindo todos os dados deste Formulário, imprima essa página. Clique no ícone verde no canto superior direito do Dashboard, abrirá um Google Planilha com todos os dados, clique em "Arquivo", depois em "Imprimir", ajuste as configurações da sua impressora e pronto.

Alternativamente, entre no arquivo do formulário, clique num botão verde grande no canto superior direito do Formulário escrito "Compartilhar", informe o email do seu coordenador ou responsável por organizar os relatórios de aula da sua escola e IES, e clique em "Compartilhar". Simples assim...


Dicas finais ...

1- Crie um treinamento de Google Forms para seus professores. Ou compartilhe http://gg.gg/g-forms

2- Comunique pais e alunos de como e porquê a escola vai adotar essa estratégia.

3- Crie um formulário para cada aula.

4- Mantenha-se informado das mudanças. Lembre que estamos vivendo num momento de incerteza.

5- Considere um plano de transformação digital bem planejado e sistematizado para sua escola no curto a médio prazo.

6- Procure ajuda externa, se achar necessário.

Próximos passos ...

1 - se você é professor compartilhe este documento como seu coordenador ou diretor. Crie um grupo de discussão sobre este tema.

2 - se você é gestor, compartilhe este documento com seu time pedagógico e jurídico.

3 - se você é aluno, pai ou responsável, compartilhe este documento com os professores ou gestores da(s) escolas do seus filhos.

4 - se você é servidor público ou governante discuta isso com o Secretário de Educação do seu Estado ou Município.

Este plano é baseado na minha experiência com formação de professores em tecnologias educacionais, nas minhas pesquisas e estudos sobre aprendizagem humana e neurociências da aprendizagem. O Plano tem a pretenção de ser o mais simples e efetivo possível no âmbito didático, administrativo e legal. Escolhi tecnologias e ferramentas amplamente disponíveis e gratuitas para ser o mais inclusivo possível, e eliminar o máximo de barreiras.

No entanto é uma sugestão. E como já disse antes... a decisão de adotá-la ou não, de forma integral ou parcial é totalmente sua. Você, seja professor ou gestor, tem livre arbítrio para tomar decisões.

PS. Não há garantia que os Conselhos Estaduais de Educação - CEE aprovem pareceres de autorização de equivalência de atividades realizadas à distância para respeitar os 200 dias letivos da Lei de Diretrizes e Bases do Brasil, LDB.


Elaborado por Paulo Tomazinho - Doutor em Educação
http://paulotomazinho.com.br
28 de Março de 2020